hannes meyer (1889 1954)As aulas de Meyer eram baseadas no seu profundo conhecimento da construção. Para ele, construir era um processo elementar que reflectia as necessidades humanas biológicas, intelectuais, espirituais e físicas. Por isso, era necessário tomar em consideração a totalidade da existência humana.
Hannes Meyer, um arquitecto suíço, foi um dos directores da Bauhaus. Hannes Meyer sucedeu a Walter Gropius. Acabou por ser despedido por ter ligações com o Partido Comunista, o que ia de encontro de ambiente burguês da Bauhaus. Nasceu em Basiléia. Entre 1905 e 1909 frequentou a Kunstgewerbeschule Basel e de 1909 a 1912, a Kunstgewerbeschule Berlin. A partir de 1919, Hannes Meyer teve o seu gabinete de Arquitectura em função. Em Abril de 1927, passou a docente na Bauhaus; pouco depois, foi apontado por Walter Gropius para Director do Departamento de Arquitectura. De 1928 a 1930 assume as funções de «Direktor des Bauhaus». Embora o manifesto da Bauhaus aponta-se a Arquitectura como a actividade mais importante da Escola, foi só quando Meyer entrou que esta intenção se tornou realidade. No ano seguinte, Meyer trouxe até à Bauhaus funcionalistas como Hans Wittwer; mais tarde também chamou Ludwig Hilberseimer. Na sua função de director, Meyer rejeitou o individualismo vanguardista que tinha reinado nos anos de Gropius, e impele a Escola numa direcça~mais pragmática e profissional. Enfatiza as possibilidades da produção em massa. Esta mudança leva Meyer a desenvolver a Oficina de Tipografia e Publicidade (introduzida por Herbert Bayer em 1927) e colocá-la debaixo da orientaçaão de Joost Schmidt - para produzir publicidade e rendimentos de vendas. Logo que assumiu a direcção, HM fez uma reformulação de todo o curso com bases em debates com a participação de todos inclusive dos estudantes. «Queríamos modificar e substituir toda a base pedagógica do Instituto por uma base de Sociologia, Economia e Psicologia». Essa reformulação valorizava a racionalidade, o materialismo e o ensino cientifico e embora fossem apoiadas pela maioria, eram posições opostas a alguns dos nomes de maior peso na Bauhaus. O objetivo da Arquitectura era o bem-estar das pessoas. A Arquitectura devia harmonizar as exigências do indivíduo e da comunidade. Fizeram parte de seus planos a valorização do trabalho em colectivo, com a especialização de cada um dos membros melhorando sensivelmente o desempenho das "equipes". Outro ponto foi de a Bauhaus estar inserida em vários concursos públicos e os concorrentes da escola estarem organizados em grupos onde cada um contava com novatos, alunos mais experientes e professores. Outra inovação foram as realizações frequentes de palestras e cursos sociológicos e biológicos de figuras proeminentes, que deram a estas ciências uma maior representação na Bauhaus. Durante a sua direcção, HM colocou a Bauhaus numa posição contemporânea: critérios sociais e científicos foram tratados como componentes da mesma importância no processo de elaboração dos projectos. Meyer tentava responder à miséria e pobreza em que largas camadas da população viviam, e procurava ao mesmo tempo sistematizar os conhecimentos científicos e sociais disponíveis, integrando-os em todas as oficinas. As actividades das oficinas deixaram de estar baseadas em cores primárias e formas elementares, para estarem em questões de utilidade, de preços baixos e do grupo social a quem se dirigia a produção. Desapareceram as soluções no espírito de um construtivismo estético; os produtos tornaram-se "necessários, correctos e consequentemente o mais neutral ... que é possível conceber". Meyer conseguiu aumentar de forma espantosa a motivação de trabalho dos estudantes. Atingiram-se muitos sucessos colectivos: o Apartamento popular, o equipamento da Escola Sindical, os apartamentos modelo do Bairro Törten e cozinhas protótipo para a Reichsforschungsgesellschaft.
A reorganização quase completa da Escola Bauhaus por Hannes Meyer reflectia o desejo do novo director de redirigir as intenções sociais e políticas da Bauhaus. Deu prioridade aos ideais cooperativos: cooperação, equilíbrio harmonioso do indivíduo e da sociedade. 1930: depois da bauhaus, moscovoDepois de HM ter sido demitido da Direcção da Bauhaus, foi Mies van der Rohe que tomou o cargo. Seguindo a sua vocação social e política, HM aceitou o cargo de Director da Academia de Arquitectura em Moscovo. Junto com ele vão alguns estudantes e colaboradores da Bauhaus - a «Brigade Meyer».
Em 1939, Meyer foi para o Instituto de Urbanismo y Planificación, no México. Em comissãoes estatais, e como funcionário do Ministério do Trabalho, trabalhou aí entre 1942 e 1949, realizando - com em Genf - projectos de urbanismo. No ano de 1949 regressou à Suíça, onde morreu no dia 19 de Julho desse ano. BibliografiaBauhaus-Archiv u.a. (Hrsg.): Hannes Meyer. Architekt Urbanist Lehrer 1889-1954. Berlin 1989 M. Hays: Modernism and the posthumanist subject: the architecture of Hannes Meyer and Ludwig Hilberseimer. Cambridge 1992 M. Kieren: Hannes Meyer - Dokumente zur Frühzeit, Architektur- und Gestaltungsversuche 1919-1927. U. Poerschke: Funktion als Gestaltungsbegriff. Dissertation BTU Cottbus 2005 C. Schnaidt: Hannes Meyer. Bauten, Projekte und Schriften, Buildings, projects and writings. Teufen 1965 K. Winkler: Der Architekt Hannes Meyer - Anschauungen und Werk. Berlin 1989 H. Prignitz: TGP: ein Grafiker-Kollektiv in Mexiko von 19371977. Berlin 1981, ISBN 3-922005-12-8 H. Prignitz-Poda: Taller de Gráfica Popular Werkstatt für grafische Volkskunst: Plakate und Flugblätter zu Arbeiterbewegung und Gewerkschaften in Mexiko 19371986. Berlin 2002, ISBN 3-935656-10-6 B. Merten: Der spezifische Beitrag Hannes Meyers zum Bauhaus. Magisterarbeit, Rheinische Friedrich-Wilhelms Universität Bonn, 2005, |
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| Viele seiner Bauprojekte sind charakterisiert durch die Genossenschaftsbewegung. Eines der bedeutendsten Projekte war der Völkerbundpalast in Genf. |
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