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hannes meyer (1889 — 1954)

As aulas de Meyer eram baseadas no seu profundo conhecimento da construção. Para ele, construir era um processo elementar que exigia considerar as necessidades humanas — biológicas, intelectuais, espirituais e físicas. Por isso, era necessário tomar em consideração a totalidade da existência humana.
Foi director da Bauhaus de 1928 a 1930

Em 1927 — depois de oito anos de existência da Bauhaus —, Gropius funda o Departamento de Arquitectura, colocando na sua liderança o arquitecto suíço Hannes Meyer, com o apoio do seu colega Hans Wittwer. Embora o manifesto da Bauhaus apontásse a Arquitectura como a actividade mais importante da Escola, foi só quando Meyer entrou que esta intenção se tornou realidade.

Hannes Meyer

Hannes Meyer, um arquitecto suíço, foi um dos 3 directores da Bauhaus. Hannes Meyer sucedeu a Walter Gropius. Acabou por ser despedido por ter ligações com o Partido Comunista, o que ia de encontro de ambiente burguês da Bauhaus.

Nasceu em Basiléia. Entre 1905 e 1909 frequentou a Kunstgewerbeschule Basel e de 1909 a 1912, a Kunstgewerbeschule Berlin. A partir de 1919, Hannes Meyer teve o seu próprio gabinete de Arquitectura em função.

Em Abril de 1927, passou a docente na Bauhaus; pouco depois, foi apontado por Walter Gropius para Director do Departamento de Arquitectura.

De 1928 a 1930 assume as funções de «Direktor des Bauhaus».

No ano seguinte, Meyer trouxe até à Bauhaus funcionalistas como Hans Wittwer; mais tarde também chamou Ludwig Hilberseimer. Na sua função de director, Meyer rejeitou o individualismo vanguardista que tinha reinado nos anos de Gropius, e impeliu a Escola numa direcção mais pragmática e profissional.

Enfatizou as possibilidades da produção em massa. Esta mudança leva Meyer a desenvolver a Oficina de Tipografia e Publicidade (introduzida por Herbert Bayer em 1927) e colocá-la debaixo da orientação de Joost Schmidt – para produzir Publicidade e rendimentos de vendas.

Logo que assumiu a direcção, HM fez uma reformulação de todo o curso com bases em debates com a participação de todos — inclusive dos estudantes.

«Queríamos modificar e substituir toda a base pedagógica do Instituto por uma base de Sociologia, Economia e Psicologia». Essa reformulação valorizava a racionalidade, o materialismo e o ensino cientifico — e embora fossem apoiadas pela maioria, eram posições opostas a alguns dos nomes de maior peso na Bauhaus.

O objetivo da Arquitectura devia de ser o bem-estar das pessoas. A Arquitectura devia harmonizar as necessidades do indivíduo com as da comunidade.

Fizeram parte de seus planos a valorização do trabalho em colectivo, com a especialização de cada um dos membros melhorando sensivelmente o desempenho das equipas.

Outro ponto foi o de a Bauhaus participar em vários concursos públicos e os concorrentes da Escola estarem organizados em grupos onde cada um contava com novatos, alunos mais experientes e professores.

Outra inovação foram as realizações frequentes de palestras e cursos sociológicos e biológicos de figuras proeminentes, que deram a estas ciências um maior protagonismo na Bauhaus.

Durante a sua direcção, HM colocou a Bauhaus numa posição contemporânea: critérios sociais e científicos foram tratados como componentes da mesma importância no processo de elaboração dos projectos.

Meyer tentava responder à miséria e pobreza em que largas camadas da população viviam, e procurava ao mesmo tempo sistematizar os conhecimentos científicos e sociais disponíveis, integrando-os em todas as oficinas.

As actividades das oficinas deixaram de estar baseadas em cores primárias e formas elementares, para estarem em questões de utilidade, de preços baixos e do grupo social a quem se dirigia a produção.

Desapareceram as soluções no espírito de um construtivismo estético; os produtos tornaram-se "necessários, correctos e consequentemente o mais neutral ... que é possível conceber".

Meyer conseguiu aumentar de forma espantosa a motivação de trabalho dos estudantes. Atingiram-se muitos sucessos colectivos:

  • o apartamento popular,
  • o equipamento da Escola Sindical (1928–1930) Bundesschule des ADGB,
  • os apartamentos modelo do Bairro Törten e
  • cozinhas protótipo para a Reichsforschungsgesellschaft.
Hannes Meyer: Laubenganghäuser
Hannes Meyer: Laubenganghäuser
Laubenganghaus, um 1930
Laubenganghaus, 1930.
Laubenganghaus in der Peterholzstraße, 2000
Laubenganghaus na Peterholzstraße, 2000. Foto: Harald Wetzel.

A reorganização quase completa da Escola Bauhaus por Hannes Meyer reflectia o desejo do novo director de redirigir as intenções sociais e políticas da Bauhaus.

Deu prioridade aos ideais cooperativos: cooperação, equilíbrio harmonioso do indivíduo e da sociedade.

1930: depois da bauhaus, moscovo

Depois de HM ter sido demitido da direcção da Bauhaus, foi Mies van der Rohe que tomou o cargo. Seguindo a sua vocação social e política, HM aceitou o cargo de Director da Academia de Arquitectura em Moscovo. Junto com ele vão alguns estudantes e colaboradores da Bauhaus - a «Brigade Meyer».

Porträt des Schweizer Architekten Hannes Meyer von Paul Camenisch (

Em 1939, Meyer foi para o Instituto de Urbanismo y Planificación, no México.

Em comissões estatais, e como funcionário do Ministério do Trabalho, trabalhou aí entre 1942 e 1949, realizando — com o tinha feito em Genf— projectos de urbanismo. No ano de 1949 regressou à Suíça, onde morreu no dia 19 de Julho desse ano.

Bibliografia

Wer hat Angst vor Hannes Meyer? Ein verfluchter Architekt / von Hermann Funke / Die Zeit. http://www.zeit.de/1967/08/Wer-hat-Angst-vor-Hannes-Mever

Bauhaus-Archiv u.a. (Hrsg.): Hannes Meyer. Architekt Urbanist Lehrer 1889-1954. Berlin 1989

M. Hays: Modernism and the posthumanist subject: the architecture of Hannes Meyer and Ludwig Hilberseimer. Cambridge 1992

M. Kieren: Hannes Meyer - Dokumente zur Frühzeit, Architektur- und Gestaltungsversuche 1919-1927.

U. Poerschke: Funktion als Gestaltungsbegriff. Dissertation BTU Cottbus 2005

C. Schnaidt: Hannes Meyer. Bauten, Projekte und Schriften, Buildings, projects and writings. Teufen 1965

K. Winkler: Der Architekt Hannes Meyer - Anschauungen und Werk. Berlin 1989

H. Prignitz: TGP: ein Grafiker-Kollektiv in Mexiko von 1937–1977. Berlin 1981

H. Prignitz-Poda: Taller de Gráfica Popular – Werkstatt für grafische Volkskunst: Plakate und Flugblätter zu Arbeiterbewegung und Gewerkschaften in Mexiko 1937–1986. Berlin 2002, ISBN 3-935656-10-6

B. Merten: Der spezifische Beitrag Hannes Meyers zum Bauhaus. Magisterarbeit, Rheinische Friedrich-Wilhelms Universität Bonn, 2005,

Hannes Meyer / Vida y Obra. Patricia Barbero Rivadeneyra. México: UNAM, Facultad de Arquitectura, 2004.

 

Meyer scientized the training by introducing additional technical, natural science and humanities subjects. For the Bauhaus work, he defined a new social target group: "People's needs, not luxuries". At the Bauhaus, Meyer taught architecture from 1927-1928, and become director of the Bauhaus from 1928-1930 and head of the Architecture Department. From 1930 to 1936, Meyer was an urban planner and lecturer in the Soviet Union. From 1938 to 1949 he was a lecturer, city planner and architect in Mexico.
Meyer was born in Basel, Switzerland, in 1889, into a family of architects. He trained as a mason, and practiced as an architect in Switzerland, Belgium, and Germany, briefly serving as a department head at the Krupp Works in Essen. In Zurich he co-founded the architectural magazine 'ABC Beiträge zum Bauen' (Contributions on Building) in 1923. Meyer's design philosophy was based on examining daily routine of people who live in the houses, creating the functional diagram. This functional diagram and the economic programme become the determining principles of his future building projects. In 1926 Meyer established a firm with Hans Wittwer and produced his two most famous projects, for the Basel Petersschule (1926) and for the Geneva League of Nations Building (1926/1927). Both projects are strict, inventive, and rely on the new possibilities of structural steel, but neither was built.
In April 1927, Walter Gropius appointed Meyer head of the Bauhaus, Dessau architecture department. Meyer brought his radical functionalist viewpoint that architecture was an organizational task with no relationship to aesthetics, that buildings should be low cost and designed to fulfill social needs.

After he became Bauhaus director in February 1928, he tightened the program around architecture and industrial design, forcing the resignations of Herbert Bayer, Marcel Breuer, and other figures. In an increasingly dangerous Weimar political atmosphere, Meyer's own outspoken communism and the growth of the Communist student organization in the Bauhaus became a threat to the existence of the school. Eventually, Dessau's municipal government, afraid of losing votes, fired him with a monetary settlement, on August 1, 1930. From Russia to Mexico Meyer responded to his dismissal from Bauhaus by taking seven students and a secretary to Moscow, forming a group they called the "Left Column". This was a parallel effort to Ernst May's "May brigade". Both groups worked on architectural and urban planning projects guided by socialist-utopian ideals.

The Soviet Union dismissed all such foreigners in 1936. Meyer returned to Geneva for three years, then emigrated to Mexico City to work for the Mexican government as the director of the Instituto del Urbanismo y Planification from 1942 through 1949. In Mexico City he also served as the director of Estampa Mexicana, the publishing house of the Taller de Gráfica Popular (the Popular Graphic Arts Workshop). In 1942 he was with his friend the Italian photographer Tina Modotti the night she died under mysterious circumstances. Meyer returned to Switzerland in 1949, and died in 1954.

Viele seiner Bauprojekte sind charakterisiert durch die Genossenschaftsbewegung. Eines der bedeutendsten Projekte war der Völkerbundpalast in Genf.

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