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1727: A estereotipia permite multiplicar as páginas compostas

Um processo de clichagem que permite uma fácil e económica repetição das formas tipográficas.

Em 1727, William Ged, ourives de Edimburgo, inventou a técnica da estereotipia, possibilitando a múltipla reprodução de uma página de tipos móveis através da execução prévia de um molde.

Antes de Ged, o compositor tinha de executar páginas idênticas de um mesmo trabalho.

Ged utilizou um composto de gesso para a moldagem da forma e produziu uma matriz da mesma. A partir dessa matriz, fundia as páginas (clichés) em metal, chumbo e antimónio para a impressão.

Em 1795, Firmin Didot fez os primeiros ensaios com a sua stéréotypage. Pediu o brevet em 1797 e por isso é considerado um dos inventores da estereotipia – um processo de clichagem, que permite uma fácil e económica conservação das formas tipográficas; processo aplicado à edição de uma série de autores clássicos, vendida a baixo preço.

O famoso francês , célebre editor, criador e fundidor de tipos, idealizou um processo de estereotipia, e no ano seguinte, com a colaboração de Louis-Étienne Heshan, construiu uma matriz com caracteres gravados em cobre e compostos como uma página ordinária, em que introduziu a liga de metal.

Lord Charles Stanhope, estadista inglês, estudioso e filantropo, introduziu importantes melhoramentos na técnica da estereotipia em 1802.

Em 1829, utilizou-se pela primeira vez a pasta de papel, que permitiu a execução dos clichés para as rotativas cilíndricas que se desenvolveram a partir de 1861.

Outra contribuição importante foi dada por Lottin de Laval, escritor, escultor, pintor e químico francês, criando em 1845 a lotinoplastia, processo de estereotipia com matriz de papelão.

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Bibliografia

Heitlinger, Paulo. Tipografia: origens, formas e uso das letras. Copyright © 2006 Paulo Heitlinger, ISBN 10 972-576-396-3 , ISBN 13 978-972-576-396-4, Depósito legal 248 958/06. Dinalivro. Lisboa, 2006.

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