Fotografia: Vanguardistas

 

Os Vanguardistas

Aleksandr Rodschenko

Lázló Moholy-Nagy

Renger-Patzsch

Man Ray


Lázló Moholy-Nagy explicou: «Na Fotografia que se fez anteriormente, o facto de que uma superfície sensível à luz, quimicamente preparada (vidro, metal, papel, celulóide, etc), é um dos elementos básicos do processo fotográfico, foi completamente negligenciado. Esta superfície nunca foi relacionada com outra coisa que não fosse a câmara obscura, obedecendo às leis da perspectiva para fixar (reproduzir) objectos individuais no seu carácter especial de reflectores ou absorvedores da luz. Tão pouco foram consciente ou suficientemente exploradas as potencialidades destas combinações.»

«Pois se houvesse a consciência deste potencial, teria sido possível, com a ajuda da câmara fotográfica, tornar visíveis existências que não podem ser percebidas por nosso instrumento óptico, o olho […] Por outro lado, temos usado as capacidades da câmara num segundo sentido. Isto é aparente nas chamadas fotografias ‘erradas’: a visão de cima, de baixo, a visão oblíqua, que hoje desconcerta as pessoas, que as entendem como fotos acidentais. O segredo do seu efeito é que a câmara reproduz a imagem puramente óptica e assim apresenta as verdadeiras distorções, enquanto o olho, junto com a experiência intelectual, complementa o fenómeno percebido através de associações. […] Assim, na Fotografia, temos a mais confiável ajuda para o começo de uma visão objectiva.»

Página actualizada em 4.2013

Topo páginaTopo página

Quer usar este texto em qualquer trabalho jornalístico, universitário ou científico? Escreva um email a Paulo Heitlinger.
copyright by algarvivo.com