Fotografia: Vanguardistas

 

László Moholy-Nagy

Este artista multifacetado é conhecido pelos seus fotogramas, pelas suas edições tipográficas, pelos seu design gráfico e pelas suas inspiradoras publicações. Foi uma autêntica personificação do espírito do Modernismo, na sua versão burguesa.

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Para Moholy-Nagy (1895–1946) não existiam divisões nas artes e nas tecnologias; deambulou entre a Pintura, a Fotografia, a Escultura, a Escenografia, a Tipografia, a Edição e a Docência (na Bauhaus). A sua visão ecleticamente global foi um contributo fundamental em duas das mais importantes escolas de Artes visuais do século xx: a Bauhaus em Weimar / Dessau e o Chicago Institute of Design.

Artista multifacetado, Moholy-Nagy fez uma óptima e vigorosa Tipografia e Design gráfico, praticou uma humorística técnica de fotocolagem e re-inventou o Fotograma, usando interferências artísticas na impressão das fotografias elementares que esta prática permite.

Como se absteve de qualquer tomada de posição política, passou a ser um «artista exemplar», muito ao gosto dos culture managers da actua­lidade, facto pelo qual tem sido premiado com várias grandes exposições nos últimos anos. Embora a sua vida profissional como docente, publicista, designer gráfico e artista de publicidade tenha sido bastante mais notória do que a sua produção artística, as exposições que lhe têm sido dedicadas abordam quase exclusivamente a vertente da Fotografia artística.

Mas não será heresia afirmar que Moholy-Nagy ficará sempre em segundo plano ao lado de artistas da sua época como El Lissitzky, de fotógrafos como Alfred Renger-Patsch ou de tipógrafos como Jan Tschichold.

A László Moholy-Nagy (pronuncie: láje-ló mó-hó-li-nádje), um verdadeiro cidadão do mundo, calhou nascer na Húngria, no seio de uma família judaica.

A partir de 1913 estudou Direito em Budapeste, mas em 1915 alistou-se no exército. Mandado para a frente, seria gravemente ferido em 1917. Seguindo a sua vocação de artista, já tinha realizado alguns trabalhos de pintura e de desenho, influenciados pela corrente expressionista. Em 1918 junta-se a uma comunidade de artistas de vanguarda e tenta filiar-se no movimento comunista húngaro, porém foi recusado – por ser considerado burguês.

Deste modo não teve participação activa, mas foi simpatizante da República Soviética Húngara, surgida após o colapso do Império Austro-Húngaro. Este grupo de soviétes teve uma vida curta, que terminou com a ocupação romena de Budapeste.

Em 1919 muda-se para Viena. Aqui associa-se aos artistas exilados em torno do jornal Ma (Hoje), liderado por Lajos Kassák – escritor, teórico vanguardista e importante activista na República Soviética Húngara. Neste curto período, Moholy-Nagy assimila influências do Cubismo de Lajos Tihanyi e Sándor Bortnyik. Moholy-Nagy não gosta de Viena.

Chega a Berlim na Primavera de 1920. Nesta enorme metrópole, pólo de confluência de todos os fluxos intelectuais e artísticos, realiza a sua primeira exposição individual, em 1922, na galeria Der Sturm. Um ano antes, em 1921, tinha-se casado com Lucia Schultz, que exerceu forte influência na sua aprendizagem da Fotografia.

Docente na Bauhaus

Já em 1923 foi chamado por Walter Gropius para docente na Bauhaus, onde leccionou entre 1923 e 1928.

Dirigiu a Oficina de Metal, mais tarde a Oficina de Impressão/Publicidade e também o Curso Preliminar, o Vorkurs. Este preliminar era um curso obrigatório de formação fundamental que devia dar ao estudante uma qualificação básica, eliminando quaisquer preconceitos, para que este pudesse transcender o individualismo artístico quando começasse os seus processos criativos.

Moholy-Nagy, László. Study with pins and ribbons
1937-38 color print, assembly (Vivex) process 34.9 x 26.5 cm.
NEG: 31357 78:1421:0007

Nagy leccionou a aplicação de materiais e a avaliação do espaço. No período Bauhaus, realizou trabalhos de Pintura abstracta, de Tipografia e de Fotografia – embora que nunca tivesse sido responsável pelas aulas de Fotografia.

Moholy-Nagy escreveu dois livros. Um foi Malerei, Photographie, Film (Pintura, Fotografia, Cinema); o outro que também integrou as publicações da Bauhaus foi Von Material zu Architektur (München, Editora Albert Langen, 1929).

Do Material à Arquitectura foi escrito em 1928; neste livro, Moholy-Nagy, além de expor o núcleo central das suas concepções sobre o uso da luz, do movimento, da fotografia e do cinema, ensina como usar diferentes materiais, explica as ferramentas e as máquinas necessárias para a elaboração artística e arquitectónica. O livro foi publicado em inglês, em várias edições, com o título The New Vision).

Moholy-Nagy foi o editor do departamento de Arte e Fotografia da revista de vanguarda europeia International Revue i 10, de 1927 até 1929. Levou a cabo numerosas experiências fotográficas.

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Photogram - 1922. gelatin silver print, 37.2 x 27.3 cm.
Eastman House Museum of Photography & Film, Rochester, New York

 

Inventou novas formas de fazer fotogramas – a pura «grafia da luz» –, ao mesmo tempo em que o surrealista norte-americano Man Ray começou a produzir em Paris os seus rayogramas.

Moholy-Nagy, que fará fotogramas quase até ao final da sua vida, fá-los com todo o tipo de objectos. Man Ray preferia usar objectos com contornos bem definidos (pregos, chaves, vidros, etc.).

Enquanto que Ray, fiel ao mantra surrealista, tratava de «indagar o enigmático, o inquietante, o insólito», e de «criar uma aura para o habitual», para Moholy-Nagy o essencial estava na composição formal, no jogo com intensidades luminosas, com imagens desfocadas, insinuando na imagem camadas tridimensionais, sempre apostando no «milagre óptico do branco e do negro», que devia surgir através da «radiação imaterial da luz»; não precisava de aludir aos significados ocultos tão típicos das piruetas intelectuais dos Surrealistas.

Para ele, um «fotograma» era a impressão directa, com todos os claros e todas as sombras, distorções e deformações provocadas por objectos colocados sobre um papel foto-sensível. Usava a técnica do fotograma como um instrumento para estudar os fenómenos luminosos. Explorava os efeitos de reflexão e refracção, os contrastes fortes, mas também as subtis gradações de cinzentos fixados no papel foto-sensível. Os objectos colocados sobre o papel eram «modeladores de luz».

Outros fotógrafos de vanguarda, como o soviético Rodchenko e o alemão Renger-Patzsch, chegaram a criticar o experimentalismo de Moholy-Nagy como uma atitude esteticista, sem compromisso com questões sociais.

As fotomontagens são regidas pela mesma atitude experimentalista; para obter a matéria-prima para as suas collages, Moholy-Nagy foi buscar fotografias às mais diversas proveniências: catálogos, revistas ilustradas, cartazes políticos, etc, etc.

A fotografia (no sentido mais convencional do termo) de Nagy não alcançou nunca a qualidade que outros contemporâneos seus atingiram.

Publicista na Bauhaus


O bauhausbuch que acompanhou a primeira exposição da Bauhaus, realizada em Weimar em 1923, continha o ensaio-manifesto de Lázló Moholy-Nagy intitulado die neue typographie.

Alguns excertos: «A Tipografia é uma ferramenta de comunicação. Deve ser comunicação na sua forma mais intensa.

O ênfase deve estar na clareza absoluta, pois é isto que distingue o carácter de nossa escrita das formas pictográficas usadas em tempos ancestrais. […]

Legibilidade! A comunicação não pode nunca ser moldada por qualquer estética a priori. As letras não podem ser forçadas num molde préconcebido, por exemplo, ao quadrado. A imagem impressa deve corresponder ao conteúdo obedecendo a leis ópticas e psicológicas específicas, o que exige formas típicas.

A essência e o propósito da impressão requer o uso ilimitado de todas as direcções (portanto não só da articulação horizontal). Usamos todos os tipos, tamanhos, formas geométricas, cores, etc. Queremos criar uma nova linguagem para a Tipografia, cuja flexibilidade, variabilidade e frescura sejam exclusivamente ditadas pela lei interna da expressão e do efeito visual.

O mais importante aspecto da Tipografia contemporânea é o uso de técnicas de fotolito, a produção mecanizada de impressões fotográficas de todos os tamanhos. [...]

A objectividade da Fotografia liberta o leitor receptivo da necessidade de se apoiar nas idiossincrasias do autor – e o força-o a formar sua própria opinião. É seguro predizer que a crescente documentação pela fotografia levará, num futuro próximo, à substituição da literatura pelo cinema. [...] Uma mudança igualmente decisiva na imagem tipográfica ocorrerá nos cartazes, assim que a fotografia tenha substituído o cartaz pintado. [...] Através do uso profissional da câmara e de todas as técnicas fotográficas, como o retoque, a montagem, a superimposição, a distorção, a ampliação, etc., em combinação com a linha tipográfica liberta, a efectividade dos cartazes pode ser imensamente ampliada.

O novo cartaz apoia-se na fotografia, que é a nova narrativa da civilização, combinando com o impacto de novos tipos e efeitos de cores brilhantes, dependendo da intensidade desejada para a mensagem. A nova tipografia é a experiência simultânea da visão e da comunicação.»

 

Nagy foi um dos grandes impulsionadores das actividades editoriais e publicistas da Bauhaus. Nas publicações que pôs em marcha nesta escola, merece especial destaque a série bauhausbücher (literalmente: livros da bauhaus), 8 livros publicados até 1925 (de um total de 14 editados até 1930) revelando nestas concepções um amadurecimento da sua linguagem gráfica, que tinha ensaiado pelo experimentalismo.

die neue typographie foi o título programático de um artigo escrito por Moholy-Nagy, publicado em 1923 num bauhausbuch; um artigo que articulou ideias essenciais deste novo movimento. Pouco depois, Jan Tschichold faz ressonância às teses de Moholy-Nagy, ampliando a sua divulgação.

Graças à estudada intencionalidade e devido às referências neoplasticistas e construtivistas – as idéias que imperavam nos movimentos afins –, a obra publicista de Moholy-Nagy está entre os primeiros exemplos da implementação comercial da nova tipografia e demonstra um certo distanciamento das composições tipográficas futuristas, dadaístas e surrealistas.

Mais do que manifestos idealistas, os livros da bauhaus e as subsequentes obras publicadas pela Oficina de Impressão / Curso de Publicidade da Bauhaus constituiram um elo importante no relacionamento desta instituição com o mundo «lá fora».

Designer gráfico freelancer

Depois de sair da Bauhaus, entre 1928 e 1934, Moholy-Nagy dirigiu um gabinete de Design gráfico em Berlim. Em 1933 iniciou uma cooperação com o gabinete de publicidade da empresa de Jena Glaswerk Schott & Gen. De 1933 até 1937, criou uma campanha publicitária original para a colecção de vidros domésticos concebida por Wilhelm Wagenfeld para a Schott & Gen.

Trabalhou em filmes experimentais e fez projectos para a Ópera Kroll e para o teatro de Erwin Piscator. Em 1929, participou na grande exposição do Deutscher Werkbund, intitulada Film und Foto, onde apresenta nada menos que 97 fotografias, foto-objectos e fotogramas. )

Se bem que muitas atitudes e tomadas de posição de Moholy-Nagy foram de cariz tendencialmente emancipatório, o artista nunca «sujou as mãos» com a participação em programas ou publicações afins ao Partido Comunista alemão ou a outras organizações progressistas – como o fez, por exemplo, John Heartfield, com as suas famosas fotomontagens políticas.

Moholy-Nagy, que, muito à semelhança de Herbert Bayer, sempre cultivou a imagem do intelectual elegante, burguês e cosmopolita, evitou sempre uma tomada de partido directa e aberta, quando a grande polarização entre o Nazismo e o Comunismo tornou quase inevitável que todos definissem as suas posições.

Moduladores Espaciais

Na década de 30 realizou uma série de Moduladores Espaciais, objectos que são uma das primeiras manifestações do que mais tarde viria a ser chamado «arte cinética».

Em 1934, emigrou para Amsterdão, seguindo depois para Londres, onde trabalha como designer gráfico; dessa época conhecemos alguns cartazes que fez para a London Transport.

Os britânicos, que acolhem Moholy-Nagy friamente, perdem uma grande oportunidade de guardar no seu país um dos mais criativos designers da época, pois o artista fez poucos trabalhos publicitários e fotográficos durante o período londrino. Concebeu a publicidade para a empresa de Jack Pritchard, que fabricava móveis modernistas, a Isokon Furniture Company. E trabalhou para uma companhia britânica de aviação.

Em 1936, regressou uma última vez a Berlim, no intuito de filmar reacções do público que assistia aos Jogos Olímpicos. Encontrou um antigo estudante, que vestia agora o uniforme da SS.

Moholy-Nagy abandonou de seguida a capital alemã. As suas obras começaram a ser retiradas de galerias de arte em Essen, Hannover e Mannheim, etiquetadas pelos nazis como «arte degenerada».

A new bauhaus

Um grupo de industriais norte-americanos, reu­ni­dos na Association of Arts and Industries, decide fundar em Chicago, no ano de 1937, uma escola de Design. Walter Paepcke, chairman da Container Corporation of America, chama Moholy-Nagy para dirigi-la. Esta instituição, a New Bauhaus, virá depois a ser designada School of Design e, mais tarde, Institute of Design. Na New Bauhaus, Nagy aplicou os conceitos e métodos pedagógicos postos em prática na Bauhaus de Weimar e Dessau. Sybil Moholy-Nagy, a segunda esposa de Moholy-Nagy, foi a sua parceira na gestão das escolas em Chicago.

Em 1944, a New Bauhaus tornou-se Institute of Design, e este foi, em 1949, integrado no Illinois Institute of Technology. Nesta etapa americana, moldou pequenas esculturas em acrílico e concentrou-se novamente na pintura abstracta, a partir de 1944.

Nesta fase cria o Double Loop.

Morre em Chicago, vitimado pela leucemia, em 1946.

A sua obra Visions of Motion foi publicada postumamente, em 1947.

Ainda sobre fotogramas e fotomontagens

Na década de 1920–1930, dois novos meios foram alvo de múltiplas experimentações e especulações: a Fotografia e o Cinema. A Fotografia, já solidamente estabelecida em termos comerciais e firmemente integrada em publicações como as revistas ilustradas, foi abordada com novos olhos, com diferentes propósitos – ou como sendo um meio de genuína expressão artística, ou como veículo de representação documental, ou ainda como suporte de propaganda política.

Na Alemanha tem-se frequentemente usado o termo Neues Sehen («Nova Visão») para caracterizar este período, repleto de inovações. Moholy-Nagy mostrou-se muito mais interessado na Fotografia experimental do que na sua utilização para o Agitprop, a agitação política.

Contudo, praticou a sua inclusão em layouts de revistas, por exemplo no magazine ilustrado alemão die neue linie, que dirigiu como director de arte, em parceria com Herbert Bayer.

Destacava a «qualidade criativa» da Fotografia quando explorava as suas possibilidades técnicas, e não como mera extensão dos modos de representação tradicionais do desenho e da pintura.

Em primeiro lugar, a liberdade de experimentar: «O inimigo da Fotografia é a convenção, as regras fixas de ‘como fazer’. A salvação da Fotografia vem da experimentação. O artista experimental não tem ideias preconcebidas sobre a Fotografia, não acredita que seja apenas como é conhecida hoje, exacta repetição e representação da visão habitual. Ele não pensa que os erros fotográficos devam ser evitados (...). Ele ousa dar o nome de ‘fotografia’ a todos os resultados que possam ser alcançados com uma câmara, ou sem ela, todos os resultados obtidos com meios fotossensíveis químicos, expostos à luz, ao calor, ao frio, à pressão, etc.»

Explicou ainda: «Na Fotografia que se fez anteriormente, o facto de que uma superfície sensível à luz, quimicamente preparada (vidro, metal, papel, celulóide, etc), é um dos elementos básicos do processo fotográfico, foi completamente negligenciado. Esta superfície nunca foi relacionada com outra coisa que não fosse a câmara obscura, obedecendo às leis da perspectiva para fixar (reproduzir) objectos individuais no seu carácter especial de reflectores ou absorvedores da luz. Tão pouco foram consciente ou suficientemente exploradas as potencialidades destas combinações.»

«Pois se houvesse a consciência deste potencial, teria sido possível, com a ajuda da câmara fotográfica, tornar visíveis existências que não podem ser percebidas por nosso instrumento óptico, o olho […] Por outro lado, temos usado as capacidades da câmara num segundo sentido. Isto é aparente nas chamadas fotografias ‘erradas’: a visão de cima, de baixo, a visão oblíqua, que hoje desconcerta as pessoas, que as entendem como fotos acidentais. O segredo do seu efeito é que a câmara reproduz a imagem puramente óptica e assim apresenta as verdadeiras distorções, enquanto o olho, junto com a experiência intelectual, complementa o fenómeno percebido através de associações. […] Assim, na Fotografia, temos a mais confiável ajuda para o começo de uma visão objectiva.»

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Nagy levou a cabo uma importante prática experimental; no entanto, nem os mais entusiastas louvores à sua obra nos devem fazer abdicar de uma apreciação crítica das suas imagens que nos levará a constatar que, ao lado de obras de convincente estética e invenção, encontramos outras que nos surpreendem negativamente pela sua banalidade e trivialidade.

Os mercadores de arte, interessados na comercialização da maior quantidade possível do legado do artista, tem evitado separar o trigo do joio. Os que organizam exposições, jogam o mesmo jogo. Os que publicam livros e catálogos, igualmente participam em apagar ou diluir critérios válidos de apreciação crítica.

O que resta, é o Moholy-Nagy Big Show.


Exposicoes

A obra de Moholy-Nagy está representada em numerosos museus. Entre os mais importantes: Museum of Modern Art, Metropolitan Museum of Art, Guggenheim – New York, Paul Getty Museum, San Francisco Museum of Modern Art, Art Institute of Chicago, George Eastman House, Harvard Art Museum e Norton Simon Museum.

Em 2006, a Tate Modern em Londres realizou a exposição Albers and Moholy-Nagy: From the Bauhaus to the New World, relacionando dois artistas, que, no fundo, nada tiveram em comum – além de terem sido docentes na Bauhaus, claro.

Em 2009-2010 realizou-se a mostra retrospectiva László Moholy Nagy – Rückblick und Synopsis. Schirn Kunsthalle, Frankfurt am Main.

Links

www.moholy-nagy.org/

Bibliografia

Moholy-Nagy e Fotogramas

Lloyd C. Engelbrecht. Moholy-Nagy: Mentor to Modernism. The Flying Trapeze Press. 2009. www.flyingtrapezepress.com

Sibyl Moholy-Nagy. Moholy-Nagy, Experiment in Totality. Cambridge: The MIT Press. 1969.

Floris M. Neusüss. Das Fotogramm in der Kunst des 20. Jahrhunderts. DuMont. Köln. 1990.

Thomas Maschke/Thomas Heinemann. Fotografieren ohne Kamera. Fotogramme - der direkte Weg zu außergewöhnlichen Bildern. Augustus Verlag, Augsburgo, 1998. Terry Suhre, editor. Moholy-Nagy: a New Vision for Chicago. Chicago. University of Illinois Press and the Illinois State Museum. 1990. Ingrid Pfeiffer, Max Hollein (ed.). László Moholy-Nagy, Retrospektive. Esta publicação mostra mais de 170 obras, de 1919 até 1946. Mit einem Vorwort von Max Hollein und Texten von Ulrike Gärtner, Kai-Uwe Hemken, Gerald Köhler, Herbert Molderings, Ingrid Pfeiffer und Joyce Tsai. Deutsche Ausgabe, 192 Seiten, 220 farbige Abbildungen, Prestel Verlag, München, 2009. Jürgen Wilde, Die neue Sicht der Dinge. Aufbruch der Fotografie zu einer Kunstform. In: Die neue Sicht der Dinge. Carl Georg Heises Lübecker Fotosammlung aus den 20er Jahren. Ausstellungskatalog Hamburger Kunsthalle und Museum für Kunst und Kulturgeschichte der Hansestadt Lübeck, Hamburg, Lübeck 1995. Renate Heye, Floris M. Neusüss. Catalogue Raisonne: Moholy-Nagy - The Photograms. Verlag Hatje Cantz, Ostfildern. 312 páginas, 616 imagens. 80,20 Euro. Fiedler, Jeannine. Fotografie am Bauhaus. Berlin, 1990. Haus, Andreas, Frizot, Michel. Stilfiguren, Das Neue Sehen und die Fotografie. In: Michel Frizot (ed.). Neue Geschichte der Fotografie. Köln, 1998.

Página actualizada em 4.2013

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