Fotografia: Vanguardistas

 

Man Ray

Man Ray (1890-1976) foi cineasta, fotógrafo, publicitário, pintor, docente e surrealista.

Man Ray, de nome verdadeiro Emmanuel Rudnitzky, nasceu em Filadélfia (EUA) em 1890 e morreu em Paris em 1976.

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Autoretrato. Man Ray , 1916 Gelatin silver print 3 3/4 x 2 3/4 in. 86.XM.626.22

Man Ray começou a trabalhar em 1911 como pintor e escultor e teve contactos com as artes vanguardistas da Europa. Em 1915, começou a orientra-se para a Fotografia, trabalhando como fotógrafo independente, realizador de cinema e pintor.

Man Ray é considerado um dos pioneiros importantes da Fotografia contemporânea. Juntamente com Lee Miller, desenvolveu o processo de solarização, que usou sobretudo em retrato, mas também em fotografias de nus.

Com as suas Rayografias, proporcionou um importante ímpeto à fotografia sem máquina. A amizade com artistas de vanguarda do seu tempo abriu as portas para o reconhecimento da Fotografia no contexto artístico.

Foi um dos nomes mais importantes do movimento Surrealista da década de 1920, pelas suas inovações artísticas na Fotografia.

Muda-se na infância para Nova Iorque. Estudou Arquitectura, Engenharia e Artes plásticas, inicia-se na pintura ainda jovem.

Em 1915 conhece o pintor francês Marcel Duchamp, com quem funda em 1917 o grupo Dádá nova-iorquino.

Em 1921, foi para Paris, onde trabalhou de perto com os surrealistas. Trabalha como fotógrafo comercial para financiar a pintura e. Aceitou projectos comerciais, especialmente nas áreas do retrato e na fotografia de moda.

Desenvolve a sua arte, a Rayografia, ou fotograma, criando imagens abstractas (obtidas sem o auxílio da câmara) mas com a exposição à luz de objetos previamente dispersos sobre o papel fotográfico.

Como cineasta, produz filmes surrealistas, como L'Étoile de Mer (1928), com o auxílio de uma técnica chamada solarização, pela qual inverte parcialmente os tons da fotografia.

Muda-se para a Califórnia em 1940, para explorar as possibilidades expressivas da Fotografia. Viveu 10 anos em Hollywood, onde deu aulas de pintura e fotografia.

«Em lugar de pintar pessoas, comecei a fotografá-las, e desisti de pintar retratos ou melhor, se pintava um retrato, não me interessava em ficar parecido. Finalmente conclui que não havia comparação entre as duas coisas, fotografia e pintura. Pinto o que não pode ser fotografado, algo surgido da imaginação, ou um sonho, ou um impulso do subconsciente. Fotografo as coisas que não quero pintar, coisas que já existem.» Man Ray.

Em 1951 voltou a Paris permanecendo aí até à sua morte.

Em 1963 publica a autobiografia Auto-Retrato.

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Man Ray, 1920. Gelatin silver print 3 3/16 x 4 1/2 in. 84.XM.1000.41

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Man Ray, Noire et blanche.

Exposições
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Bibliografia

Página actualizada em 4.2013

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