Fotografia: os processos

 

Fototipia, Phototypia

A Fototipia é um processo de impressão foto-mecânico, comercializado a partir de 1868, que permite imprimir muitas provas a partir da mesma matriz, com excelente reprodução dos meios-tons, detalhe minucioso nas sombras e a aparência de fotografias.

A estrutura obtida por este processo fotomecânico, irregular, é dificilmente perceptível à vista desarmada, pelo que a semelhança com as provas fotográficas é notável. Embora raramente, a Fototipia ainda é hoje praticada.

Em Portugal, Emílio Biel foi um dos mais activos practicantes deste processo de impressão. Ele e Carlos Relvas aprenderem o processo do alemão Émile Jacobi, filho de H.C. Jacobi.

Rio Varosa em Sande (fototipia de Emilio Biel
Rio Varosa em Sande (fototipia de Emilio Biel).

Existe controvérsia sobre a quem pertence a introdução da Phototypia em Portugal. Carlos Relvas gabava-se, em Junho de 1875, de ter introduzido este processo de reprodução, não obstante José Júlio Bettencourt Rodrigues (1843-1893), da Secção Photographica da Direcção Geral dos trabalhos Geodesicos, Topographicos, Hydrographicos e Geologicos do Reino, garantir ter feito, em finais de 1874, ensaios com este processo.

Não obstante tratar-se de um processo de impressão foto-mecânica que permitia imprimir muitas provas a partir da mesma matriz, os avanços da tecnologia fotográfica por um lado, e o surgimento da Fotogravura ao serviço da Imprensa, por outro, destronaram a Fototipia logo no alvor do século XX.

Exemplos

www.flickr.com/photos/55959032@N05/5285396496/

Societé Française de Phototypie
Materiais

http://www.phototypie.net/

Exposição 1

www.musee-imprimerie.com/visites/phototypie.html

Exposição 2

Uma exposição não de fotografias, mas de provas impressas por um processo fotomecânico do século XIX que reproduz tão bem as imagens-matriz que só à lupa se distinguem as diferenças. Esse processo chama-se fototipia. O Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa mostra o trabalho inédito de António Machado de Mendia (1880-1933), fotógrafo amador que deixou à sua família 27 fototipias realizadas, ao que se sabe, no País Basco. "O neto deste senhor tinha este conjunto lá em casa e resolveu trazê-lo ao Arquivo para ver o que aquilo era", conta Luísa Costa Dias, directora do Arquivo Fotográfico Municipal.

As paisagens, imagens de embarcações e cenas de quotidiano que Mendia reproduziu por intermédio da Fototipia "revelam não só os temas de uma certa fotografia de finais do século XIX como, ao mesmo tempo, traduzem a beleza do processo", afirma. "A olho nu não se consegue distinguir uma fotografia verdadeira - feita por acção da luz e impressa por meios químicos - destas fototipias", salienta a directora do arquivo, a propósito destes trabalhos produzidos com base num método tipográfico comercializado a partir de 1868, capaz de reproduzir com enorme grau de qualidade os meios-tons e detalhes das sombras.

Estas imagens são complementadas, nas salas do piso superior, com vários postais e fotografias do espólio Eduardo Portugal (1900-1958), doado ao Arquivo Municipal em 1991.

William Henry Fox Talbot (1800-1877)

Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833)

Louis Jacques Mandé Daguerre (1789-1851)

Bibliografia

Página actualizada em 3.2013

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